terça-feira, 4 de maio de 2010

Sem saber...

Meia-noite. Noite fria, a cama convidativa. Repouso meu corpo e me entrego, não ao sono e ao calor das cobertas, mas ao papel e à caneta. O magnetismo das palavras é mais forte sobre as minhas mãos que o sono sobre meus olhos. No momento em que minha mão urge pela escrita, mesmo que indecifrável, urge. Penso em poesia. Penso em sentimento. Penso em vontade. Penso em possibilidade. Penso em ré maior. Penso em sol menor. Palavras me buscam, sou escolhido. Estou nu, nu de máscaras, nu de pressão, eu e eu mesmo, sem saber a hora, sem saber por que. Rebobino o dia em minha mente, ele voa. Avanço ao futuro ao meu bel prazer. Incerto, indeciso. O amanhã vem com certza, escolhendo ou não. O momento se passa, as horas se passam. Chega o ponto de parada. Nosso destino. Ao acaso da caneta do futuro.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

(O eterno e humano direito de) Errar.

Erros. O que seriamos deles? Realmente conseguimos aprender com erros alheios? Em minha opinião: Não. Mesmo sabendo o resultado de algumas ações (pois toda ação tem sua reação) estamos dispostos a pagar o preço, mesmo sendo alto demais (e quase sempre é altíssimo o preço). Não adianta o mundo gritar para você: NÃO! Não faça isso! Vai dar errado, você vai se arrepender! NÃO! Temos a mania de grandeza de querer ir adiante, de sempre acharmos que somos invencíveis, até sentirmos o impacto da reação, até batermos de frente contra a parede dos fatos e da verdade (se é que a verdade de fato existe) e sentirmos nossas costas contra o chão e a testa latejando.
Muito se fala de “poder” errar, que depois de um certa idade não se pode mais errar, que tudo tem que dar certo. Mas não, nem tudo TEM que dar certo. A vida não é perfeita. E temos sim que nos dar o luxo de arriscar, de abrir mão, de perder com certeza, de trocar o certo pelo duvidoso, de sofrer, de ter dor [pois pela dor há a transformação, como diz o texto no blog da minha mestra Gizelda (http://gizelda-desassossego.blogspot.com/2010/04/ressurreicao.html)] e também como diz o Bono em Yahweh “Always pain before a child is born” (Sempre há dor antes de uma criança nascer). Mas fugimos da dor, tal qual um queniano corre em direção à linha de chegada na olimpíada (não queria usar tal qual o diabo foge da cruz). Mas não conseguimos, um dia a dor nos alcança e nos pega sem dó nem piedade. E sempre achamos que é o fim do mundo, que não iremos levantar, que estamos dopados pela dor e temos medo também de levantar e sofrer novamente. Como no seriado Everwood foi dito uma vez: "Mantendo-se exatamente igual pelo maior tempo possível, parado, de alguma forma é mais confortável. E se você está sofrendo, pelo menos a dor é familiar...".
E é contraditório ao mesmo tempo, pois enquanto queremos pagar o preço, temos medo da mudança. Você que já está um tempo no emprego que não é o que você quer e continua nele, pois tem contas a pagar, e não pode atrasar. Então você deixa para “um dia” a mudança, mas esse dia sempre parece estar muito longe. Digo isso por mim mesmo, eu sou um “covarde consciente”. Já tive vontade de jogar tudo para cima, colocar roupas em uma mochila e sair andando por ai, conhecendo a América Latina, a Europa, ver a Aurora Boreal, acordar cada dia em um lugar. Mas o medo paralisa, de alguma forma, eu me encaixo no texto do Everwood: a dor já é conhecida. O que precisaria para me fazer mudar? Talvez um abalo na minha felicidade, como colocada no post anterior. Talvez se algo de fato, mudasse minha vida, a primeira coisa que eu faria talvez seja sumir do mapa, um dia acordar em Paris e o outro em Lisboa. Mas continuo aqui, mantenho o “Status-quo”. Tentando fazer o melhor de mim mesmo.
Mas eu também percebo que não sou o único nesse ponto, outros chegam em momentos diferentes da vida e acabam ficando parados, mesmo sabendo que precisariam mudar. Cada um fica no lugar que se sente mais confortável.
Este texto só foi redigido porque neste momento eu passo por várias dúvidas com relação a minha vida (ah! a eterna insatisfação humana).
Os pensamentos continuam aqui, soltos em minha mente, tentando encaixar as peças desse gigante quebra-cabeça.
Deixo vocês com uma das mais belas músicas! Prestem atenção na letra.




Abraços!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Felicidade!

E aqui estou de volta, uma volta para mim mesmo. Como eu disse anteriormente, esse blog é o meu lugar busca humana, encontrar o eu mesmo. E aqui, ouvindo Jason Mraz e James Morrison - Details in the fabric : "If it's a broken part, replace it
If it's a broken arm then brace it
If it's a broken heart then face it"

Neste momento (dia 02 de Abril, 22:18 estou de férias. E estou feliz. Mas não estou feliz só por estar entrando em férias. Lógico que é muito bom você poder descansar, viajar, passear e curtir um tempo sem preocupação. Mas eu vejo que sou feliz por muitas outras coisas. Desde o fato de eu poder acordar todo dia, conseguir levantar com minhas próprias pernas, tomar minhas decisões, poder ir trabalhar, ter saúde, ter um emprego, poder ter meu dinheiro, ter uma família maravailhosa que nunca me deixou faltar as coisas importantes, meus amigos, que sempre me apoiram em momentos que eu estava para cair, eles me ajudaram a levantar e continuar, os momentos gratuitos de risada e diversão, as lições ensinadas com delicadeza e carinho, os momentos de atenção, as história. Sou grato pela minha amada namorada, que é um capítulo lindo, difícil, maravilhoso e marcante em minha vida, como eu já disse antes, se não fosse a presença dela, minha vida teria um rumo totalmente imprevisível. Agradeço também por tudo (físico) que eu tenho, as minhas pequenas alegrias e meus "little pleasures", como disse o Doicheman.
E a felicidade é verdadeira. Plena? Não. Talvez nunca seja (a insatisfação inerente humana jamais permitiria). Mas existe e é verdadeira. E o que eu tenho que tentar é manter esse pensamento constante em mim. Manter as coisas boas e as minhas conquistas em mente, sempre, pois o ser humano é um equilibrio magnífico e delicado, que ao menor sopro da insegurança desaba, desmorona tal qual as torres gêmeas. Sempre temos tanto e sempre achamos que não é o suficiente. Queremos carros do ano, apartamentos maiores, moveis novos, tvs de LCD de 50 polegadas, home theater, o cargo de presidente, a modelo gostosa da tv, o corpo sarado e perfeito. E é uma grande bobagem, pois talvez quando formos presidentes de nossas empresas, com o mais novo apartamento, a Ferrari recém-lançada, a tv de lcd, o corpo sarado, a loira gostosa fazendo sexo com você 7 vezes por semana, talvez o que queriamos seria um dia de descanso, talvez até sozinho, longe de empresa, celulares, loucuras, insanidades, da gostosa, sem carro, só curtindo o sol, olhando nuvens e ouvindo os pássaros.
É uma batalha dura, pois a tristeza e o mau humor são 100 vezes mais contagiantes que a alegria, e que mais se vê são nuvens negras mesmo em um dia ensolarado. Como diria o Bono: "Sky falls and it feels like it's a beautiful day."
E talvez mantendo essa atitude de gratidão, as pessoas consigam manter o lado humano vivo. Pois como agora pouco em uma conversa, a praticidade e a correria do dia-a-dia faz as pessoas se tornarem cada vez mais impacientes, intolerantes e desumanas.
Não quero lutar contra o mundo, nem criar uma revolução, é apenas o meu próprio esforço de não deixar o meu lado humano trancado no calabouço de minha alma.
Quero manter não só a alegria em minha mente, mas outras coisas como cordialidade, paciência, amor, amizade e outras coisas que são cada vez mais deixadas de lado.

Para terminar, fiquem com a muúica que eu mencionei no comeco Jason Mraz e James Morrison - Details in the fabric:






Até a próxima

segunda-feira, 15 de março de 2010

E o que você faz da sua vida?

Estou aqui. De volta ao blog. Praticamente um ano depois... Sempre as mesmas promessas, sempre quebradas. Acho que quebramos porque não vamos nos machucar por fazê-lo... Meu blog não vai ficar chateado de não ter atenção.
Estou aqui. Voltando para casa. Com o computador no colo, levando trabalho para casa. Algo que não gosto muito de fazer, mas faço...Assim como muitas outras coisas, que a vida nos obriga, não deixa muitas escolhas. Responsabilidades que não queremos para nós, mas a vida e a sociedade empurra, sem podermos dizer “Não!”.
Estou aqui. Há 3 anos e meio no mesmo emprego, no mesmo departamento. Aguentando firmemente. Vejo muitos saindo, mudando, indo embora. Pessoas vem e vão, como em qualquer lugar na vida. E a gente fica. A gente fica? Ou a gente escolhe ficar? Até que ponto podemos controlar nossos caminhos? Quanto nos cabe do poder de decidir para onde ir? Quanto não fazemos por imposição, obrigação, dever, objetivo, meta... escolha? Mas fazemos, pois assim prega o livro de boa conduta que nos é passado pelos pais, pelas professoras, pela sociedade, pelos colegas, pelo chefe do trabalho. Não faço apologia à anarquia, desordem e caos, pois a ordem se tornou necessária em nossas vidas.
Estou aqui. Neste momento da minha vida. Tenho muitas coisas, sou grato a cada uma delas. Algumas consegui por mérito próprio, outras foram presentes, outras ainda obras do acaso (se é que o acaso existe). Mas sempre existe aquela dúvida... E se?
E se eu tivesse escolhido não cursar Letras, fazer um cursinho para tentar outra faculdade no ano seguinte?
E se eu tivesse ido atrás de uma viagem para o exterior?
E se eu continuasse no meu curso no periodo noturno?
E se eu decidisse não ir àquela festa em que conheci a minha namorada?
E se eu decidisse não ir atrás dela depois daquela primeira noite?
E se eu não continuasse a falar com ela quando ela viajou?
E se eu não tivesse tentando entrar no lugar onde trabalho hoje?
E se na outra entrevista que eu fiz, eu tivesse passado?
E se eu tivesse mantido minha idéia do lugar que eu queria trabalhar antes?
E se eu não tivesse sido pacientes nas várias vezes que eu tive que engolir sapo?
E se eu fosse levar a ferro e fogo cada coisa que me falaram?
E se eu resolvesse jogar tudo pro alto?

E se...?

Eu vejo que muito da minha vida hoje gira em torno do que é meu relacionamento. Estava pensando, há 5 anos e meio, conheço minha namorada, há 4 anos (entre idas e vindas) estamos juntos. E sou feliz. Eu consigo ver a sorte e felicidade que eu tenho de tê-la ao meu lado, de ter encontrado uma pessoa tão maravilhosa como ela. Ela não é perfeita, ela tem seus defeitos, imperfeições, inseguranças, mas e dai? Quem não tem? Eu mesmo sou cheio de vícios e defeitos.
Não... este não é um texto para reclamar, apenas divagações mesmo...
E o que eu quero dizer com isso é...
Sempre temos nossas dúvidas, incertezas, conflitos, questionamentos, medos... E acredito que sempre teremos. Todos têm. Até mesmo aquelas pessoas que olhamos e dizemos: “Poxa, esse cara tem fama, dinheiro, uma mulher linda. Ele tem tudo.” Será? Será que mesmo como “tudo” isso, ele se sente satisfeito, ele está feliz. Será que o Brad Pitt traçando a Angelina Jolie é feliz, será que a Angelina Jolie dando pro Brad Pitt é feliz?
Volto à minha pergunta inicial. O que temos feito de nossas vidas? O que podemos fazer das nossas vidas? O que podemos melhorar? Será que dá para mudar o mundo? Será que podemos salvar a humanidade? Vamos para um critério menor, conseguimos mudar nosso país? Nossos políticos? Vamos mais abaixo: Conseguimos consertar nossa vizinhaça? Conseguimos conhecer nossos vizinhos? Uma esfera menor: Será que a gente faz o nosso melhor para ajudar nosa casa? Ajudamos a limpar a cozinha, tirar o cocô do cachorro, fazer nossa cama? Ser educados e pacientes com nossos pais, assim como várias vezes eles foram quando erámos crianças/adolescentes insuportáveis e mimados? E onde chegamos nisso tudo?
Em nós mesmos... Sei que dei uma volta do tamanho do Amazonas e mesmo assim talvez não chegue ao meu ponto. Mas, o que fazemos das nossas vidas? Acabamos nos preocupando tanto com coisas secundárias que deixamos nossa essência de lado. Somos tratados como rôbos, números de série e aceitamos isso. E ao invés de encaminharmos nossa vida para onde queremos, acabando se deixar levando. Nosso barco segue ventos que não escolhemos, que não sopramos.
É um trabalho árduo e duro, que temos que fazer todos dias. Pois o mundo, mais do que de políticos, líderes, revolucionários, depende de nós mesmos. E a mudança tem que ser feita aos poucos, lenta e gradualmente. Cabe a cada um.

Para terminar, vou colocar um videozinho, não é de música. Mas é um vídeo FODA!

Aproveitem!



P.S.: enquanto eu terminava de escrever este texto, percebi qual a minha intenção com o blog é não deixar o meu “lado humano” morrer. Por isso tentarei e escrever com mais frequência, por mim mesmo.

P.S.2: Peço desculpa aos leitores, pois esse texto está mais para frases jogadas do que um texto propriamente dito. Muita coisa ficou solta ai.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Profecias do Pai Zipon!

Fica constaddo aqui em meu humilde blog um ano antes! O título da próxima copa do mundo fica entre Brasil e Espanha. Sendo até a provável final. E tenho dito!!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Here, and back again.

Saudações! Aqui volto ao meu espaço público-privado. Ainda com muito em mente (sim, minha mente mantém uma atividade constante), mas, ao mesmo tempo, vendo que as coisas começam a clarear um pouco (talvez seja o caminho natural da vida mesmo). Mudanças, acontecimentos, fatos, a vida, enfim, aconteceu nessas semanas que se passaram sem postagem. O texto caberia aqui, mas a idéia, não. Talvez por não querer lembrar de certas coisas...
Mas aqui estou. Dessa vez, eu escrevo por uma pessoa. Uma pessoa que foi muito especial, mas que na época não soube valorizar. Foi a minha Professora Gizelda (Professora com P maiúsculo mesmo). Agora parando e pensando no quanto aquela pessoa quis tanto ensinar para aquela sala em que eu estava e como não pude aprender tudo que ela queria passar. Eu passei, mas a vontade e o amor dela às lindas lições que ela ensinava, não. Agora pensando, vejo que além dela, houveram outros professores, que eu também não valorizei na época. Professores, não. Mestres. Vejo agora que certas coisas não funcionam do modo correto, como a escola. Talvez se fosse realmente dado o devido valor ao que os verdadeiros Mestres são e representam, talvez esse mundo fosse realmente melhor. Caso valorizasse-se o ensino, teríamos seres humanos em uma sociedade, e não pessoas.
Isso tudo me fez pensar pois entrei no blog dessa minha querida Mestra e vi que num pequeno espaço dela, ela fez questão de colocar uma lembrança a mim e ao meu singelo blog. Às vezes, pequenos gestos como este, têm um valor inestimável.

Obrigado, Mestra Gi!
Do seu aluno

P.S. Gostaria de cursar mais uma vez um ano de literatura com suas aulas.

P.S2. Queria colocar aqui uma parte do comentário que a querida Gizelda fez no meu último post "Mas, como tudo é ciclico, a gente sempre volta. Nem que seja prá nós mesmos." Simplesmente maravilhoso!

P.S3. Para não perder o costume de colocar alguma música, pensei nesta, que é uma linda lição.

Beijos e abraços e até o próximo post!!


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Back again!!!

Pois é... Eu sei...
Tenho sido um blogueiro extremamente relapso. Meio ritmo de postagem anda muito lento.
Mas, whatever(malditas manias de expressões do nerdcast), eu estava lendo um blog de uma pessoa (um contato do msn) e cheguei a seguinte conclusão:
Os blogs são espaços na interner para as pessoas comentarem, falarem, reclamarem e o que mais seja de suas vidas. Eu poderia, eventualmente, dizer que ando ocupado, que não tenho acessado a internet, que não tenho paciência para escrever e tudo isso não deixaria de ser verdade. Mas o fato é que como esse é um espaço para eu colocar minhas idéias, reclamações e confabulações, eu escrevo quando "me dá na telha". Por que eu estou escrevendo hoje? Não sei.
Em alguns momentos da minha vida, eu fico com uma sensação meio "deprê", meio que vontade de ficar na minha, mas ao mesmo tempo com vontade de ter compannhia de amigos, namorada e também meio que quero ser esquecido. Ter a sensação que eu não faço falta para ninguém nesse mundo... (sei que isso é estranho, mas às vezes me bate isso). Mesmo eu sabendo que as pessoas gostam de mim, que eu sou importante para algumas poucas, eu no fundo sei que o mundo continuaria para todas elas caso eu não estivesse aqui. Eu tenho a completa noção que eu não sou a vida de ninguém, que eu afeto em partes poucas vidas, mas que mesmo assim, tais vidas continuam sem a minha presença. Enfim, devaneios de uma mente em confusões...
Talvez eu sinta isso nas vezes que eu veja que a minha vida está um tanto quanto estagnada em vários aspectos, talvez por eu estar cansado de certas coisas, mesmo gostando do jeito que as coisas em vida vão caminhando. Eu sei, é uma quantidade de coisas sem sentido e confusas, pois é mais ou menos assim que eu me sinto algumas poucas vezes. Tenho esses meus momentos de reflexão.
Talvez seja medo de mudanças, medo de ter que encarar algumas coisas que estão por vir. Talvez preocupação...
Em resumo, falei uma porrada de coisas sem sentido e não ajudou muito, hehehe
Mas como praticamente ninguém lê isso aqui, vai ficar assim mesmo
Qualquer dúvida podem perguntar, não tirem conclusões precipitadas (eeeee, maldita mania de linguagem de trabalho)

Enfim, deixo vocês (quem quer que vocês sejam) com um vídeo gravado pela minha irmazinha Imyra do melhor show da minha vida.

Até qualquer dia desses.